Essa semana veio a público nova descoberta arqueológica relacionada à Antiguidade Egípcia, artefatos de cerca de 2,6 mil anos encontrados em bom estado de conservação. Desde há vinte anos que acompanha notícias como essa, especialmente nos últimos anos, parece que ocorrem mais números de descobertas arqueológicas dessa mesma natureza.

O mais interessante nisso está na sensibilidade com a qual o ser humano pesquisa seu universo criativo, buscando sanar questões que lhe são determinantes, para se pôr, de repente, diante de seus objetos, até históricos, materializados na forma de descobertas antropológicas!

É uma atividade relacionada diretamente aos seus objetos de compreensão humana. Se o ser humano é capaz de perceber determinado aspecto de seu ambiente, parece se comprovar uma ideia de materialização das formas de seus conhecimentos através da sua própria atividade de pesquisa.

Cibercultura, por exemplo, já foi uma constante expressão usada para definir essa capacidade plástica da realidade pelo uso de instrumentos à comunicação digital, muito em modo no fim do século XX e início do presente século XXI, depois caiu um pouco em desuso.

No entanto, algumas daquelas ideias relacionadas a um front tecnológico mediado pela ficção científica, onde steampunk se fixou como cultura de viagem temporal, é muito pertinente às descobertas feitas pelo exercício criativo da imaginação especulativa. Tanto quanto quem tem pesquisa em egiptologia como área determinada a se desenvolver um entendimento a respeito de uma cultura de outro tempo e lugar, quem faz "ficção cinentífica" brinca com as margens das linguagens tecnológicas e especula acerca das realidades possíveis e que podem corresponder a tempos passados, presentes ou futuros. Mas é na identidade, sobretudo das formas com que se expressam seus meios tecnológicos e de conhecimento de mundo, que se encontra o eixo de toda ideia que se pode ter de um tempo, como o relacionado às forças mecânicas, da invenção da hidráulica-motora, à fumaça e à combustão de carvão, ou de tele-comunicação, telégrafo, rádio e televisão, a se chegar a um dígito, ao toque de um dedo, e se resumir a uma forma de holograma interacional com o qual dimensões distintas são acessadas como corpos avatares.

Na internet, a data de hoje se relaciona no calendário moderno ocidental e católico, à data de São Francisco de Assis, cuja história pessoal se relaciona à prática de dialogar com os entes vivos, de maneira fraterna e respeitosa, e cujo exemplo de existência é de reverência quanto à criação dos mais simples seres vivos. O reflexo de sua data comemorada pela lembrança dos seus fiéis, é registro de um aprendizado que sensibiliza o próprio ser humano à lembrança de quem e de qual natureza, de fato, o ente humano é e pertence sob todos os aspectos de ente vivo.

Os esforços de arqueólogos e de pesquisadores egiptólogos, resultando numa maior margem de artefatos encontrados, demonstra algo próximo ao seguidor de São Francisco em sua busca espiritual. O processo da busca e de um entendimento a respeito do que se busca, parece determinar a realização de um objeto encontrado, tanto no campo antropológico e arqueológico, quanto na dimensão de "ceara" espiritual, encontro com seu caminho em um mundo.

A cibercultura, sendo um aspecto autorreflexivo de se pensar a cultura na internet, é uma dimensão de lugar que alcança tempos distintos, como crenças distantes que se comunicam num mesmo espaço multidimensional, comum às perspectivas ligadas à Antiguidade Egípcia.

Reflexões por Egídio Mariano em 04 de outubro de 2020


https://www.dw.com/pt-br/egito-descobre-59-sarc%C3%B3fagos-de-26-mil-anos-em-perfeitas-condi%C3%A7%C3%B5es/a-55148694

https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/especial-publicitario/santa-casa-braganca-paulista/saude-braganca-paulista/noticia/2020/10/04/dia-de-sao-francisco-de-assis-veja-relato-de-fe-e-oracoes.ghtml

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cibercultura

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