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Intérpretes Culturais

Cosmonauta na criação

Intérpretes culturais <h2>Cosmonauta na criação</h2> Carregar um sentido de ser autônomo na criação, definindo escolhas intuitivas a princípio, mas com o decorrer da experiência de um aprendizado formulado, tornando-se capaz de se compreender em seu próprio destino, como cosmonauta na criação. Destacar algum conhecimento numa linha cronológica de eventos de que se possa restar documentos …

Intérpretes Culturais Origens dos Conhecimentos

Cósmica Mente

Artes e Fatos – Série “Origens dos Conhecimentos” Cósmica Mente Nos artigos anteriores vimos o desenvolvimento humano pela concepção de uma mente dual, de natureza que se chamará de mística iniciática pelos escribas egípcios, e que estudaremos a seu tempo com uma maior profundidade. “Cósmica Mente” é um tema que alcança a designação da qualidade …

Intérpretes Culturais

Djed em Intérpretes Presentes

Desenvolvendo a constante Consciência Civilizacional Amuleto Djed – cerca de 664 – 330 a.C. Peça no Metropolitan Museu de Art Djed é símbolo sagrado inerente à constância da ideia de existir uma civilização que se interpreta na ordem das tecnologias com um maior ou menor grau de evolução em seus meios. DJED – ARTESFATOS Uma …

Artes e Fatos Intérpretes Culturais

Portas, janelas e braços abertos

portas, janelas e braços abertos Em Culturas ancestrais de renascimento nosso caminho para uma interpretação das primeiras grafias das civilizações e das experiências de culturas buscou demonstrar a ideia de que somos resultados de aprendizados sempre contínuos como processos de significados pessoais e coletivos. Ao que subimos ao “sótão”, observamos que as “quinquilharias” de família …

Culturas em transição Intérpretes Culturais

Acervo de vivências em registros históricos

Acervo de vivências em registros históricos Sem ânimo humano, nada dele mesmo se move, se movimenta, se motiva, nada se registra ou se torna parte de uma história. Transformação é uma das palavras chaves a um desenvolvimento humano quanto ao que se liga, fundamentalmente, ao seu comportamento; e a maneira com que a transformação ocorre, …

Intérpretes Culturais

Estados à Modernidade

Cidade de Laguna - Santa Catarina

Cidade de Laguna, segunda década do século XXI

Desde o século XV ao atual século XXI, pode-se dizer que vem sendo narrada uma história do que representa a evolução de um país que teve início com o desenvolvimento do que é, hoje, um Estado Moderno, e que, à época de sua origem, foi uma visão de um mundo em que o todo, da percepção da Terra, quanto à história do Ocidente e na Europa, poderia ser dividido em duas partes como uma laranja cortada ao meio, vingando a ideia em um Tratado entre duas nações, a da Espanha e a de Portugal no século XV. 

Ambas nações lançaram, então, um marco divisor no que viria a ser solo índio, e separaram tanto terras descobertas quanto aquelas que viriam a ser descobertas além-mar, entre si: um lado pertenceria à Espanha e, outro, a Portugal.

Os Estados Modernos começam com as Grandes Rotas às Navegações, e Portugal foi a primeira nação a criar um Estado-nacional associado aos interesses mercantis marítimos depois da histórica Revolução de Avis, dando vazão a um Estado mais centralizado nos interesses da nobreza com um apoio financeiro da burguesia à expansão das posses portuguesas, não por terra, mas pelo mar, primeiro para o norte da África, em seguida para os arquipélagos próximos ao continente e, depois, em expedições marítimas que os levariam à Ásia e à América com seus navios cargueiros e de combates que singravam os mares, em expedições custosas, para o ocidente da Europa, a contornar a costa do continente africano para, enfim, os levar à Índia, de onde retornavam carregados de especiarias, sendo essas seus tesouros de além-mar na forma de valiosas mercadorias aos interesses da Europa. 

Mas é especialmente a partir daquela linha imaginária do Tratado de Tordesilhas de 1494, estipulada à 370 léguas da Ilha de Cabo Verde, que a coroa portuguesa e o reinado de Castela, (os espanhóis), lançaram-se às viagens marítimas destinadas a descobrir as novas terras ao ocidente do continente europeu, numa corrida expansionista para além das terras conhecidas e que a ambos povos interessava: depois que “as novas terras” foram “descobertas” por eles, passaram a colonizar e, então, como fundadores, criaram pequenos povoados no decorrer dos dois séculos seguintes, de tal maneira que a dita linha imaginária deixou, à posteridade, a separação das posses além-mar e de dissensão política geográfica do Tratado de Tordesilhas, permanecendo um marco dessa história na organização de nações de ambos os lados dessa divisão entre Portugal e Espanha. 

De colonização portuguesa, Laguna é a terceira cidade mais antiga de Santa Catarina em relação à data de sua fundação, fixando-se inicialmente como vila costeira e como porto mais ao sul ao território do que foi a colônia portuguesa da Capitania de Santo Amaro e Terras de Sant’Ana. Sua fundação data de 29 de julho de 1676 quando chega à região, como bandeirante vicentista, Domingos de Brito Peixoto, chamando-a de “Santo Antônio dos Anjos de Laguna” por ser ele devoto de Santo Antônio. Ao mesmo santo, o bandeirante providenciou uma construção de uma capelinha de pau a pique no local da atual Igreja de Santo Antônio dos Anjos.

O monumento construído ao Tratado de Tordesilhas está localizado na cidade de Laguna como um marco geográfico histórico à divisão política do mundo entre Portugal e Espanha, sendo erguido na década de 1970.

Mapa de 1780 em que está citada Laguna

Imagem de Domínio Público – FONTE Wikipedia, https://pt.wikipedia.org/wiki/Laguna_(Santa_Catarina) acesse clicando AQUI

Mais sobre em https://www.laguna.sc.gov.br/cms/pagina/ver/codMapaItem/96142

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Título Especial

Um compromisso é uma relação na vida

A necessidade de você estar se reelaborando diante de um mundo multicultural e dinâmico, também pode ser um ato de reverência a uma ancestralidade que nos traz ao tempo presente como uma geração que presta conta ao próprio passado. Ou ainda, pode ser um espaço que se preenche de um sentido de vida, sendo um espaço transformador, e revivê-lo, - assim como devoto, - tem a ver com o compromisso de cultuar o passado e reinventar o futuro, se descobrindo, no presente, com quais caminhos seguir em frente diante de suas próprias motivações a suas escolhas.

Cultura local – “Finados”

Reverenciar a ancestralidade pelos votos cíclicos dos dias dos mortos, por exemplo, sejam por meio de recordações, sejam pelas memórias dos paladares à mesa, dos pratos típicos às festas de fim de ano, das frutas preferidas, ou mesmo pelas músicas e expressões de seus idiomas e de seus atos de fala, às particularidades das práticas diárias de limpeza e de como organizavam seus espaços e seus afazeres, tudo isso se trata de ato contínuo, por mais fragmentado na memória de quem cultua possa parecer.

Para ilustrar de minha própria experiência, pense que você chega a uma cidade, ocupando-se com a história do lugar, de onde ela surgiu, quem foram as pessoas que fizeram parte daquela história e de como foram suas vidas, isso a fim de você poder entender melhor a concepção do que ocorre à expressão do que compõem as fachadas de suas moradias, de seus locais de encontros, de seus lugares de lazer e de suas religiosidades que compõem seus espaços interiores.

Mas quando você é parte da história local ou, pelo menos, tem parte de suas origens na cidade?

A cidade de Laguna, particularmente, é um espaço de retorno para o qual, de tempos em tempos, eu volto, apesar de não ter nascido nela e nem crescido ali, se não durante uma parte do período da adolescência, mas, ao menos, uma parte de minha vida.

O retorno à Laguna evoca, de memória à memória, uma ideia de passagem já vivida e, sobretudo, das razões de chegar e de partir que me levaram a viver na cidade de Laguna de tempos em tempos, por pouca duração que fosse.

Foi no clima de balneário de verão que todo ano se resumiam as festas de fim de ano que penso que vivi os momentos que compõem as transições da adolescência, entre vínculos familiares de tios, tias, primos e avó, essa última, uma referência certa e em torno da qual, ou nas proximidades de, viviam todos os membros da família por minha parte paterna, sendo um período em que avó, tios e primos residiam em casas próximas umas as outras, a poucos quarteirões, num mesmo bairro.

Mas pra mim, à época, mais valia saber das brincadeiras que essa proximidade de vínculos possibilitava à fase da adolescência, como, por exemplo, pedalar de bicicleta, ou jogar vôlei na rua contando “três corta” ou, ainda, no vídeo game Atari que quase todos tinham a mesma época, adquirido em razão dos presentes de nossa avó, ou dos pais, na festa de Natal de fim de ano.

Quanto à história local que era o pano de fundo de nossa vida familiar, no entanto, eu pouca coisa sabia ou poderia interpretar devido a imaturidade de minhas vivências e de minhas leituras pessoais, algo que nos é possível quando chega a maturidade.

Retornar, atualmente, na casa dos quarenta, à cidade e, ainda que passar pouco tempo, poder estar em Laguna, tem muito de reavivar a memória do que foi melhor lembrado como forma de cultura local, embora familiar e ainda possível, porque há quem a viva.

Meu resumido testemunho é facilmente transposto a muitas realidades como as que vive e tive por oportunidade vivenciar de maneira até inocente como compete à idade de crescer sem se preocupar com o mundo quando tem aqueles que se ocupam em te guardar de todos os males.

E a experiência de viver em sociedade tem muito disso, desse espaço familiar, um ambiente de compreensão ou mesmo de algum desentendimento que se demonstra pela convivência até próxima para os padrões de muitas histórias de vidas que podemos ouvir possíveis.

Mas é depois que crescemos e amadurecemos para a realidade da responsabilidade da escolha que nos vem a certeza de que o que tivemos na infância ou/e na adolescência, foi um presente que nos preenche a memória de saudades de pedalar e de vivenciar a liberdade dessa época da vida da gente. E a cidade de Laguna me propiciou isso por diversas vezes em que nela estive, ainda que em momentos distintos, mas que se alinhavam a essa mesma experiência de compartilhar o que me foi possível, cumprimentando eu a história do lugar, descobrindo coisas novas a respeito dela, vivenciando, pela memória, espaços que não mais existem, mas estão lá, dentro de nós.

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