Jorge González / Elena Santos

Ocorreu há cerca de 78 mil anos o sepultamento mais antigo feito por seres humanos modernos (Homo sapiens) na África. Foi o enterro de uma criança que tinha entre 2,5 e 3 anos de idade ao morrer. Sob a coordenação de Michael Petraglia, do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, na Alemanha, pesquisadores encontraram um fóssil chamado Mtoto (criança, em suaíli) durante escavações iniciadas em 2014 na caverna Panga ya Saidi, no sul do Quênia. Análises dos sedimentos encontrados na vala e nas camadas ao redor indicam que ela teria sido aberta deliberadamente. A preservação da posição original de articulações instáveis e as características da degradação do corpo também sugerem que ele teria sido depositado no local pouco após a morte (Nature, 5 de maio). Embora a África seja considerada o berço dos H. sapiens, havia poucas e controversas evidências de sepultamentos ali. Na Eurásia, há sinais de enterros intencionais mais antigos feitos por seres humanos modernos e por neandertais.

 

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Sobre o autor

Sou pesquisador independente com formação bacharel em Letras, atuando como escritor, editor e produtor de conteúdos web, especializado em Planejamento e Gestão Estratégica, com Docência ao Ensino Superior e Educação à distância (EAD). Sou autor de "Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias" (artigos); "Cartilha de Jack & Janis - Uma sátira da vida conjugal moderna" (novela) entre outras publicações.

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