Artes e Fatos - Série "Origens dos Conhecimentos"

A materialidade das formas

Em “Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias” o leitor e estudioso poderá compreender os conceitos basilares à tecnologia como um meio instrumental para as transformações das formas que são objetos presentes no sensível e perceptivo humano. Vamos tratar desse ponto ao estudarmos nessa etapa a deusa suméria Nisaba, sob a qual matemáticos e estudiosos trataram dos conhecimentos letrados e instruídos por conceitos elaborados por uma mente dual.

Da redação de “Estudos de civilidade: uma história sobre tecnologias”

Viver a experiência de um lockdown foi algo completamente novo para nós depois da data de 17 de março de 2020. O isolamento em uma casa com uma vantagem quanto à existência de um quintal descreve um ambiente até confortável para se encontrar nesse período de incertezas, públicas e institucionais, que se abateu sobre a sociedade em relação ao que seria possível atender de pessoas diante de um contágio pandêmico que crescia exponencialmente, com um crescente número de vítimas. E a preocupação nesse sentido, se traduzia na limpeza dos itens adquiridos fora de casa, no uso da máscara em ambientes externos e em lugares fechados acessível ao público, tomar um banho ao que se chega em casa e separar a roupa de uso externo. Se estivéssemos na superfície de Marte não tomaríamos atitudes distintas dessas já descritas, pois, embora não trajássemos roupas espaciais, algumas de nossas roupas serviam como trajes a ambientes nocivos como a máscara com sais de prata.

Portanto, o fato de se sair de casa deveria atender a uma exigência realmente necessária durante todo esse período primeiro de Covid-19, e eu, particularmente, obtive a chance de me dedicar exclusivamente à organização de minha pesquisa que já se estendia, então, por três anos.

O que eu investigava a respeito das tecnologias, então, ganhava um contorno mais sólido com as leituras que pude fazer nesse período, retomando uma ideia central que me norteia e que se encontra no livro de Dolores Ashcroft-Nowicki em “A Árvore do Êxtase: Rituais de Magia Sexual” e que é a capacidade de um verdadeiro encontro entre dois opostos complementares que co-criam uma nova consciência de mundo possível pela criação de um laço de afeto, relacionado a um despertar para com outro, em si. Em Progenitora de mundos você pode ler mais a respeito.

Depois, revi aspectos fundamentais para a ideia de tecnologia ser uma forma de entendimento com motivações bastante pragmáticas de resolver ou de dar soluções a questões que envolvem a cultura humana e sua relação com o ambiente, definindo eu, então, alguns parâmetros para uma reflexão permanente de como pensamos realmente o mundo.

Aliás, em Maat, última postagem, falei do livro “Caminhos das Civilizações – Da pré-história aos dias atuais” do professor Doutor José Geraldo V. de Moraes, livro que veio a mim numa edição para aulas de História no segundo grau de um colégio público estadual. Esse livro, como disse, me serviu naquela época para imaginar o transcorrer de milhares de anos pelos olhos de um historiador que conseguiu sintetizar seu conhecimento naquelas páginas, nitidamente dirigidas aos alunos de ensino médio numa linguagem e organização de conteúdo didático. Foi uma ótima experiência de leitura que me abriu a visão sobre horizontes históricos frente a algo que, de modo sincero, eu já intuía de alguma forma quando ainda mais novo, pois, afinal, a quem nasceu na década de 1970, em Florianópolis, deve ter na sua memória a experiência das TVs preto-branco, com tubo e com revestimento lateral de madeira, e com outros botões de madeira como painel, um dos quais a gente girava como um timer de um microondas antigo para localizar o sinal da retransmissora local, apenas três na época, numa melhor das hipóteses.

Essa rotina, comum em nossa geração, de aparelhos domésticos com os quais interagimos e que vão sendo trocados por um novo de “última geração”, foram, em síntese, os primórdios da popularização dos equipamentos eletrônicos que, por décadas seguintes, passariam a ser dos interesses habituais humanos em um ambiente chamado de “lar” de última moda, muito fruto de um tempo marcado pelo modernismo industrial e político.

Décadas de 1980 e 1990, portanto, são de adaptações do público quanto às mudanças tecnológicas que passam a integrar os hábitos das pessoas por um consumo habitual de comunicação mediada (lembrar dos domínios das programações de TVS que a partir de então passam a encolher frente à expansão dos hábitos digitais) E num frenesi social típico nesse sentido, esses anos de 1980 foram de uma renovada esperança para com o futuro como um povo, principalmente, diante de um mundo que em 1989 via cair Muro de Berlim que separava as, até então, Alemanha Ocidental e Alemanha Oriental em dois Estados divididos por sistemas de governos distintos.

A ideia de um conflito entre dois polos beligerantes e antagônicos deu, assim, lugar a uma consciência de um mundo guiado pelo multilateralismo e com um palco central a todas as vozes do mundo nesse pé de igualdade política pelos direitos humanos. Surgiram os blocos econômicos, os pedidos por mudanças nas políticas ambientais, e nos adiantamos ao século XXI, simplesmente imersos em aparelhos eletrônicos que, a partir daí, mediam cada vez mais nossas relações, ainda que nos possibilitando continuar nossa história de vida por meio digital.

Pois é essa experiência descrita acima que eu passei a chamar de uma forma de “encapsulamento temporal”, ou seja, de um momento em que a gente requer um meio de imersão nas nossas próprias fronteiras de conhecimentos, estabelecendo-se, em si mesmo e em nossos entendimentos, essa dedicação contínua e disciplinada para bem de si e a bem de seu autodesenvolvimento a fim de se compreender o mundo que há em torno.

O resultado dessa imersão foi a redação de “Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias”, percorrendo temas essenciais como o que é tecnologia, qual sua origem enquanto conceito e quais temas fundamentais às civilizações, como as especializações das práticas, os padrões de domínio do espaço da physis, nomos, e muito mais estudos sintetizados.

Uma materialidade da ciência egípcia em West.

Em “A Serpente Cósmica – A Sabedoria Iniciática do Antigo Egito Revelada”, John Anthony West é um estudioso dos esforços tecnológicos humanos em reproduzir meios de materializar conhecimentos por formas geométricas, e há uma forte razão para isso. 

Desde primórdios o ser humano se orientou a partir de sinais, consultando o cosmos da criação e tendo fontes sutis de dados interpretados por sua percepção física e anímica dentro de um conjunto não separado da physis, que é de uma natureza de existência independente e harmônica em si, no equilíbrio de suas formas e no equilíbrio de sua convivência a pleno sentido realizado de propósito, sem demais explicações racionais e analíticas sobre o que nos cerca enquanto espécie em seu habitat.

É como tomarmos em nossa consciência a percepção de um “domo” ou um ambiente isolado de sua natureza e o colocássemos autossuficiente para uma existência de um forma de vida, tal qual aquário ou um terrário.

Pois teríamos a capacidade de analisá-lo como a um ambiente separado dentro de uma ordem que chamamos “natural”, já que essa se encontra independente da ação humana. Assim se observa que as transformações que ocorrem na natureza são as mesmas que ocorrem sob o “domo” ou no terrário: há ciclos determinados e há a concepção de que a energia da luz solar é fundamental para ambos ambientes. Ou seja, de outro modo podemos pensar que a energia se condensa em diferentes formas e essas formas possuem aspectos funcionais dentro de sistemas maiores que lhes são próprios como elementos interdependentes e enquanto fenômenos de dimensões ampliadas.

Esse pensamento, aliás, refere-se à investigação de West a respeito da ciência egípcia ou ao modo de proceder egípcio para que se possa chegar a um conhecimento que não se poderia chegar, inicialmente, estudando-se pelas linhas cânones de pesquisa em egiptologia.

É um desafio, ainda maior, tratar os aspectos abstratos do que escreve West, que re-lê Lubicz, não tendo um amplo domínio da área consagrada ao estudo, que é a matemática. Por isso, para abordar parte da obra de West, passo a analisar o trabalho do professor Manoel Campos Almeida, matemático e pesquisador com diversos e ótimos trabalhos escritos na cátedra.

As representações de abstrações figuradas na mente humana, tendo uma natureza numérica funcional de representar quantidades e relações de dimensões de volume, por exemplo, implica numa percepção e, ao mesmo tempo, numa concepção do que compreende ser humano, isso desde sua capacidade plástica neurológica de se moldar pelo aprendizado e que pode ter alterado a conformação de seu cérebro, o tornando uma máquina biológica de representar signos como elementos de uma não-existência, ou de um estado de vir a ser contínuo. (Ver também a primeira parte de “Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias”, “Da Revolução Cognitiva”)

O professor e mestre matemático Manoel Campos Almeida traz, por meio de seus estudos sobre a pré-histórica da matemática, uma visão geral do que pode significar a percepção humana quanto ao seu ambiente, uma percepção desenvolvida pela concepção de uma ordem e de uma quantidade (números), além de noções de formas e de tamanhos, representados por aspectos geométricos que determinamos, hoje, por meio de ponto e linha.

Supõe-se que um ponto carregue o abstrato sentido de início, sendo comparado ao número 1 como princípio motor da criação, a uma concepção de cosmos com significado de existência material, ou uma parte separada do todo. (Ver também “Parte 2 – Dos padrões às civilizações” de “Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias”). A linha, por outro lado, tem um sentido relacional e comparativo que pode ser muito interessante de se observar quando: de um todo dividido por uma linha como um espaço separado em dois, você encontra, entre os dois, uma passagem que dialoga com ambas partes dessa unidade inicial. É o “1” que se processa numa evidência de sentido posterior a uma completude de existência, uma completude ou resultado para o qual podemos atribuir o número “2” como uma função primordial do absoluto desenvolvido em pólos opostos, não necessariamente antagônicos, mas complementares, como observado por Dolores Ashcroft-Nowicki em “A Árvore do Êxtase: Rituais de Magia Sexual”.

Na co-ignição, ou seja, nas duas partes que se “iluminam” como sinapses cerebrais de uma mente a ser desenvolvida para um raciocínio lógico que ocorre entre eventos supostos e possíveis a uma materialização de um objeto, e que é um terceiro “ente” na relação que toma forma nesse “caldo primordial” de existência entre 1 e 2, que é, ao mesmo tempo, uma relação bioquímica e também física neural a existir sob uma demanda subjetiva e interpretativa quanto aos seus recursos.

O exemplo, nesse sentido, é o círculo como representação do Sol, geralmente figurado com um ponto ao centro, indicando uma existência preenchida por um sentido definido no cosmos, como no panteão egípcio em que há uma percepção de um “duplo” espaço para observação do mundo, lugar em que o ser humano habita desde a primeira consciência de uma forma intencionada como algo geométrico definido a representar algo no mundo, e tendo um efeito de circunscrever um espaço, um significado e um sentido.

Não parece ser à toa que em “Origens da matemática: a pré-história da matemática”, em seu primeiro volume intitulado “A matemática Paleolítico” (ALMEIDA, 2009) uma importante contribuição do professor Manoel Campos Almeida pode ser destacada quanto às origens de um pensamento matemático na concepção de arquétipos que configuram as relações simbólicas entre o ser humano e seu habitat. A ilustrar tal pensamento, devemos nos pôr a par da representação de deus Rá na Antiguidade do Egito, e que é um círculo com um ponto ao centro, e se, contendo um traço horizontal à base do circulo, teremos também o sentido de “pôr do sul” nas primeiras representações de ideogramas chineses por volta de 3000 anos a. C. E não apenas lá.

Em inúmeras culturas, o ponto, o traço, a linha e uma superfície são instrumentos básicos às representações que se compreendem diversas, mas que figuram aspectos humanos não definíveis através do tato ou de outros sentidos, se não pela observação abstrata e intelectual das formas.

Deusa Inana num selo acadiano, 2 350-2 150 a.C. Ela está equipada com armas nas costas, tem um capacete com chifres e está pisando em um leão.

O simbólico ser humano

Uma consciência de um pensamento geométrico para representar um símbolo eleva, por sua vez, o ser humano ao nomos, ou ainda, para uma capacidade de nomear formas com sentidos distintos daqueles que poderiam ser determinados em razão da sua dimensão física como objeto no mundo físico. Um símbolo carrega informações que só poderiam ser interpretadas a quem estivesse munido de instrumentos quanto aos seus significados, pois pense: por mais de cinco mil anos os hieroglifos foram um absoluto mistério a toda história simplesmente por não existirem meios de sua interpretação até a Pedra da Roseta ser decifrada.

De igual forma, é importante citar Manoel Campos Almeida que trata de “símbolo” pela leitura de Jung em que:

Símbolo é algo que, por convenção arbitrária, designa ou representa uma realidade complexa. Um número é uma quantidade expressa simbolicamente. Alerta JUNG, porém, para a importante diferença existente entre sinal (signo) e símbolo: o sinal é sempre menos do que o conceito que ele representa, enquanto que o símbolo sempre representa mais do que o seu significado imediato e óbvio. Exemplos disso encontramos na balança, símbolo da justiça, e na cruz, símbolo da cristandade. Através da simples observação de seu aspecto material, ou da mera constatação da sua utilidade, somos incapazes de intuir a complexidade de seu conteúdo simbólico. É geralmente aceito que o comportamento moderno do homem se iniciou quando começou a pensar abstratamente, ou seja, a empregar, consciente e intencionalmente, símbolos. (Artigo/ALMEIDA: 2015; p 3)

A egiptologia ganhou um capítulo à parte com os estudos de John Anthony West, estudos em que ele desenvolveu uma pesquisa dentro de uma interpretação simbólica sobre o Antigo Egito, fundando uma tradição simbolista de análise do conhecimento egípcio. “Le Temple de l’Homme”, obra de Lubicz, serve de lastro a todo conhecimento que West interpreta, e o sentido de “Serpente” começa a se reproduzir de forma arquetípica, pois alguns de seus significados se tornam fixos mesmo entre diferentes culturas e sociedades temporais.

O círculo pode ser chamado por uma forma primária e uma expansão do ponto. Não tendo fim ou início, relaciona-se com o sentido cíclico de uma existência abstrata de eventos que se tornam perceptíveis e regulares ao que é uma concepção de mundo. Do círculo, a forma geométrica tem inúmeros representantes simbólicos, alguns dos quais são o anel, a coroa, a roda e outros tantos objetos em que a figura representada possui, em sua origem, a forma de um círculo. Também se somam na figura do círculo os dois opostos descritos acima, nos quais a ideia de uma existência em comunidade se torna um resultado do efeito de co-ligar dois pontos distintos dentro de uma superfície que se passa chamar de “lar”: um espaço “familiar”.

Em “Nisaba: Deusa Sumeriana da Matemática”, o professor Manoel Almeida Campos retrata uma deusa das mais cultuadas no início da Antiguidade, durante as primeiras dinastias sumérias e babilônicas. 

Carta 11 – A Força, em que se figura uma mulher em pleno domínio de seu “animus” (leão/cão)

Vinda de uma tradição possivelmente ligada às “deusas-mãe”, comuns no período do Neolítico, Nisaba tinha relação com a fertilidade da terra, regendo a produção de grãos, produção mensurada “nas colheitas e no controle do estoque de grãos nos granários, à sua distribuição, portanto, à origem de uma contabilidade arcaica”, sendo desta contabilidade arcaica, a provável necessidade de grafia que registrasse medidas e valores relacionados a uma comunicação, adquirindo a deusa:

“um status de protetora da escrita, além do de patrona dos grãos e, por consequência, do manejo dos números, passando então a ser adorada por fruir de conhecimentos na época considerados extraordinários, tais como números e escrita, os quais transmitiu benemeritamente aos homens. Alçou igualmente, então, ao status de deusa da sabedoria”

Ocorre que seu nome aparece em listas de deuses sumérios pela primeira vez por volta de 2600 anos antes de Cristo, perdura seu culto por quase mil anos pelo período babilônico e acadiano para em aproximadamente 1600 a. C.:

…o deus acadiano Nabû assumiu o lugar de Nisaba como deus da escrita e outorgante da sabedoria, porém a posição original de Nisaba nunca foi esquecida. Nessa época Nisaba era considerada a esposa de Nabû . Nabû é mencionado na Bíblia, sob o nome de Nebo, em Isaias 46:1 e em Jeremias 48:1. O culto de Nabû se espalhou pelo Egito e era uma das cinco divindades não egípcias cultuadas em Elefantina. Na Grécia foi sincretizado com o deus grego Apolo, entre os romanos com Mercúrio e entre os egípcios com Thoth.

E como resultado de um aprendizado relacionado aos números, como fruto de 1 e 2 primordiais:

Nisaba era considerada filha de An, o deus céu, e de sua mulher, Urash, a deusa terra, o par celeste original. Ningirsu era sua irmã. Seu marido era o deus Haia, um deus do gado, conectado com grãos (possivelmente cevada). Mais tarde, como vimos, seu marido foi considerado o deus Nabû.

A civilização como representação de forças equilibradas fica nítida no texto antigo de “Enki e a ordem do mundo” em que Nisaba é chamada a medir e demarcar fronteiras em razão de seu grandes poderes por ser “a escriba” na terra, semeando a promessa de frutos futuros pelo planejamento do que colocará à mesa dos deuses.

Hathor, deusa egípcia do mesmo período, tem semelhante relação tanto com a fertilidade dos campos quanto com a escrita e ao controle da produção de alimentos. Mas é em Nisaba, por exemplo, que fica clara a relação passiva do cultivo da terra (feminino) à força da tração do animal domesticado pelo aspecto masculino a ser efetivado por um deus-consorte, Nabu.

Sobretudo, a deusa Nisaba, como a deusa egípcia Hathor, tinha, entre seus conhecimentos, a ciência de aspectos dimensionais da escrita da civilização como do conhecimento do cultivo da terra, e foram deusas amplamente cultuadas e determinantes para as fronteiras das cidades-estados egípcias, sumérias e babilônicas.

Lâmina 11 do Tarot Esotérico

Se observarmos que o equilíbrio é devido a precisão de um ponto de passagem, perceberemos que Maat, deusa da justiça, princípio constitutivo da realidade em equilíbrio cósmico egípcio, é justamente a síntese da natureza do cálculo, do abstrato raciocínio que Manoel Campo Almeida vai situar no desenvolvimento de um pensamento matemático em “Matemática Escrita”. E o mais curioso: é desde esse período que “lâminas” com inscrições simbólicas são usadas como elementos oraculares, estudando-se, por consequência, desde a mais remota antiguidade, os grandes arcanos que, hoje, podem ser exemplificados pelo que se chama jogo de tarot.

Assim, voltamos a pensar sobre o ambiente controlado do terrário que mencionei antes, e vamos acrescentar que, como em cartas representadas há pelo menos três mil anos, o ser humano já se valesse de um conhecimento sistemático, não à luz do que defende West, como algo originado de uma civilização avançada, mas fruto de um desenvolvimento sensitivo e cognitivo humano que o revela como criatura com um conhecimento arquetípico que o leva, por sua vez, a uma tradição.

Nesse sentido, na próxima postagem vamos ver da tradição elementar do filósofo pré-socrático Empédocles que criou a doutrina dos quatro elementos: ar, terra, fogo e água; e vamos abordar o elemento “ar” onde se constitui o equilíbrio da balança de Maat e onde, também, se tem o meio de se chegar a um conhecimento superior tal qual encontrado no conceito de “civilidade” do deus Hórus egípcio.

Referências:

https://www.researchgate.net/profile/Manoel-Almeida-3

https://www.researchgate.net/publication/327061777_Nisaba_Deusa_Sumeriana_da_Matematica_Nisaba_Sumerian_goddess_of_mathematics_In_Anais_do_8_Encontro_Luso-Brasileiro_de_Historia_da_Matematica

https://www.researchgate.net/publication/341254733_PRE-HISTORIA_DA_GEOMETRIA_-_Origens_Evolucao_e_Neurociencia_da_Geometria_PREHISTORY_OF_GEOMETRY_-_Origins_Evolution_and_Neuroscience_of_Geometry

https://www.researchgate.net/publication/348750992_Neurociencia_Historia_da_Matematica_e_Musica_Conexoes_Interdisciplinares

https://www.researchgate.net/publication/349694242_A_NEUROCIENCIA_E_A_INTRODUCAO_DA_MEDIDA_NA_GEOMETRIA

https://pt.wikipedia.org/wiki/Deusa-m%C3%A3e

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inana

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Sobre o autor

Sou pesquisador independente com formação bacharel em Letras, atuando como escritor, editor e produtor de conteúdos web, especializado em Planejamento e Gestão Estratégica, com Docência ao Ensino Superior e Educação à distância (EAD). Sou autor de "Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias" (artigos); "Cartilha de Jack & Janis - Uma sátira da vida conjugal moderna" (novela) entre outras publicações.

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