Artes e Fatos - Série "Origens dos Conhecimentos"

MAAT

É deusa cultuada desde as primeiras dinastias egípcias, Maat é a “mãe de Rá”, deusa que é também filha e esposa do deus-sol. É irmã-consorte do faraó mítico, Osíris, deus do julgamento, do além e da vegetação, deus com cultos registrados desde 2400 anos antes de Cristo. Osíris dá passagem à existência do deus Hórus, deus dos céus e dos Vivos, um ente concebido após o assassinato de seu pai, Osíris, por deus Set,  que é o senhor da terra vermelha (o deserto) e que se encontra em oposição ao deus Hórus, deus da terra negra do Nilo, terra em que Maat é a deusa que assegura equilíbrio cósmico entre forças opostas que põem a funcionar o mundo cíclico egípcio.

Formação aos estudos

Por volta dessa mesma época, há um ano atrás, o impacto da pandemia e a perspectiva nada promissora de pouco contato social, me possibilitou um isolamento voluntário para o qual eu me preparei com uma gama de livros já lidos que, depois, serviriam-me de consulta para escrever “Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias”, lançado por mim em julho de 2020 de modo virtual.

Essa experiência foi, sobretudo, a certeza de que a realidade de se aplicar esforços à pesquisa se soma a um melhor aproveitamento de um tempo isolado de tudo, porque foi uma espécie de imersão em toda uma gama de leituras que me levou para um campo de conhecimentos que, de alguma forma, eu já intuía ou já fazia uso sem ter clara a sua origem.

Eu em julho de 2020, para o lançamento de “Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias”, com os livros utilizados aos artigos

E dou exemplo.

Disse eu em Ankh e o sinal de dignidade real que minha formação no ensino secundário não foi muito aplicada às apostilas pré-vestibulares, necessárias em cursinhos que nos preparavam para o vestibular. Fiz vestibular para jornalismo, pensando na experiência de uma amiga, já adulta na cidade de São Paulo, que visitei e conheci como jornalista iniciante para veículos de imprensa, atuando nas redações de revistas como “Terra”, editorial admirado na área de Turismo e Ecologia nos anos de 1990. Mas eu, a acompanhando na prática, percebi que não poderia funcionar como máquina de escrever em um expediente alucinante de freelance sem uma estrutura própria para uma produção independente nessa área, dominada por aspectos circunstanciais e políticos. Sem chances. Fiz, então, novo vestibular para Letras, curso em que iniciei a vida acadêmica e que conclui depois de alguns anos como um período de ampliação de horizontes teóricos na academia.

Mas foi no segundo grau de ensino que minha disposição de leitura se abriu à Antiguidade e ao tema “civilização” como fonte de meu interesse em entender o meu próprio tempo histórico de vivências. Um livro muito utilizado pelo sistema de ensino público da época foi o do professor e doutor José Geraldo V. de Moraes, livro de título “Caminhos das Civilizações – Da pré-história aos dias atuais”, numa edição bem ilustrada da “Atual Editora” (SP-1993). Nesse livro você pode encontrar uma descrição enxuta das principais linhas históricas relacionadas às civilizações por meio de suas unidades de estudo, retratando-se, nelas, sínteses de cada ponto elucidado conforme o entendimento que se poderia ter sobre economia, sociedade e cultura à visão do homem moderno. É desse livro, em particular, que ressalto, no início de “Estados de civilidade”, a ideia legitimadora que consolidou o que se sabe do Estado na Antiguidade: uma passagem da pré-história sem atividades especializadas e realizadas em bando, para uma consolidação de atividades definidas por hierarquias de poder como a da sociedade egípcia, o que demonstra, na observação geral do professor citado acima, que o poder do Estado se estabelece como motor organizador das sociedades, até certo ponto ideia que é parte de um senso comum na área de História ao se descrever o período que o compreende a grafia de novos códigos de transmissão cultural  institucionalizados como documentos canônicos e traduzidos, por sua vez, como registros escritos durante toda Antiguidade.

De outra forma, também, já fazia eu algumas pesquisas em tomos de enciclopédias como a Delta Universal. Aliás, vinha cedo o hábito de frequentar bancas de revistas, ficar lendo em sebos e em bibliotecas, algumas delas particulares que só se tinha acesso por meio de conhecido de um conhecido. E assim, sentia uma veia investigativa que me aproximava de ideais futuros e que me relacionavam às compreensões de um mundo a ser descoberto.  

 

Papiro de Rhind ou papiro de Amósis é um documento egípcio de cerca de 1 650 a.C., onde um escriba de nome Amósis detalha a solução de 85 problemas de aritmética, frações, cálculo de áreas, volumes, progressões, repartições proporcionais, regra de três simples, equações lineares, trigonometria básica e geometria. É um dos mais famosos antigos documentos matemáticos que chegaram aos dias de hoje, juntamente com o Papiro de Moscou.

Uma civilização da reserva energética alimentar

É na capacidade humana de “imersão em si” que uma história um tanto consensual sobre uma evolução de eventos teria, por base, a produção de grãos cultivados em larga escala para dar origem e sustentação à civilização como fenômeno histórico pelo lastro de alimento fornecido na reserva energética representada pelo estoque dos grãos colhidos, recurso alimentar estabelecido para um prazo longo, ficando, então, como um excedente energético concentrado em cadeias de carboidratos complexos à disposição de um consumo e sob efeito de um poder regulador humano do uso e dos domínios da terra. Esse poder, no Antigo Egito, ganha sua forma pela inscrição de signos, insígnias ou sinais, símbolos sendo utilizados como artefatos místicos se pensarmos os mesmos como instrumentos “mágicos”, e que mais são conhecimentos organizados sob categorias funcionais de entendimentos como descrevo em “Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias”, na parte terceira do livro, intitulada “Das especializações das práticas”. E é essa ideia de reserva energética que possibilita a civilização ser o que é e, na verdade, compreende um argumento comum na egiptologia quando se trata de uma literatura cânone de pesquisa a respeito.

Dissidente do entendimento clássico quando o assunto se definia dentro da área de egiptologia, John Anthony West, autor de “A Serpente Cósmica – A Sabedoria Iniciática do Antigo Egito Revelada”, foi um egiptólogo independente e escritor controverso que deu forma a uma linha de análise que tem pelo simbólico um raciocínio “utilitário” como principal vetor de compreensão quanto à sofisticação da sabedoria ancestral egípcia, sendo esse “simbólico interpretado” uma linguagem incompreendida e preservada por milhares de anos nos conceitos essenciais ligados à proporção e à harmonia, ambos conceitos aplicados na arquitetura, na medicina, na matemática e em todas as demais áreas ligadas à religiosidade politeísta egípcia. Desse modo, em sua análise, o Egito deveria ser observado por uma interpretação simbolista quanto aos seus elementos, ou seja, por uma interpretação não consoante à egiptologia clássica e positivista**, calcada principalmente pelos estudos de Jean-François Chimpollion (1790-1832), que fez a tradução de hieróglifos a partir de uma pedra descoberta num lugar chamado Roseta, algo que daria à civilização ocidental as chaves necessárias a uma tradução dos signos, até então não decifrados.

Esse é um ponto clássico na arqueologia e, em especial, na egiptologia: a descoberta das inscrições feitas em três línguas, uma das quais, em grego antigo, possibilitou a transliteração letra a letra, signo a signo, e que graças a língua egípcia mais recente chamada demótica, se conseguiu decifrar a inscrição hieroglífica como linguagem organizada.

Para John Anthony West, analisando ele o argumento do filósofo-egiptólogo alsaciano R. A. Schualler de Lubicz, que tinha por estudo os templos antigos e da civilização egípcia como um todo, havia nesse sentido uma ideia de uma mentalidade racional cujos símbolos tratavam de um caminho místico relacionado ao homem e ao seu despertar. Le Temple de L`Homme, obra citada por West e de autoria de Lubicz, “registra um certo número de correspondências estranhas entre o entendimento que tem De Lubicz da antiga ciência e filosofia do Egito e a compreensão e os ensinamentos do santamente místico e mago G. I. Gurdjieff (1866-1949)” (WEST, 2009; p. 16).

Mas é em “A Antiguidade Egípcia”, edição recente do ano de 2000 e de autoria de James Putnam, em que se destaca na Paleta de Narmer (aproximadamente ao ano 3000 a.C.) o aspecto ritualizado que compõe o uso dos hieróglifos em textos religiosos e mágicos egípcios, sendo que os primeiros hieróglifos datam de 3100 a.C., período pré-dinástico que vem a resultar no Estado Egípcio unificado com a fundação de Mênfis, fundada pelo faraó Menés, por volta, também do terceiro milênio antes de Cristo.

Aliás, é desse período o registro e o culto disseminado a deusa Hathor, uma “deusa-vaca” das mais antigas e cultuadas das divindades do antigo Egito, aparecendo na paleta do faraó Narmer que unificou o baixo e o alto Egito, sendo representada por um círculo ladeado por chifres, ou ainda, pelo disco solar no meio de chifres, desempenhando a deusa uma variedade de papéis em ritos diferentes. Como deusa do céu era a mãe ou consorte do deus do céu, Hórus, e do deus do sol Rá, deuses ligados à realeza, mas ela, em especial, era tratada como mãe simbólica de seus representantes terrenos, os faraós***, assegurando-se de um cetro de papiro em uma de suas mãos e, uma vez representada como uma vaca, simbolizando um aspecto maternal e celestial, de provedora da vida e gestora de uma existência abundante.

No entanto, tinha a deusa uma forma mais comum de mulher coroada com o disco solar e os chifres, sendo consoante à representação da necessidade do campo por uma ampla fertilidade às terras cultivadas e de prosperidade às crias dos animais domesticados, alguns dos quais, úteis à seiva do campo, ao arado tracionado pelo boi. Imagens de gado apareciam frequentemente na arte do período Pré-Dinástico (antes de 3 100 a.C.), assim como imagens de mulheres com braços curvados e voltados para cima, semelhantes ao formato dos chifres bovinos, em uma reverência constante de abertura humana aos céus dos quais se alimentariam como servas de Hathor, nesse gesto simbólico de veneração, origem do “k” que conhecemos no nosso alfabeto contemporâneo.

Mas nesse mundo egípcio representado pela deusa Hathor, ele já é advento de uma realidade organizada por Maat, deusa primordial e não menos ligada ao fértil aspecto do feminino na cosmogonia egípcia, posto que a própria ordem que se constitui a partir do caos, caldo primário da existência, só é possível por sua balança de medida em que o equilíbrio de seu juízo como Senhora da Justiça da passagem para além-mundo. Maat é o princípio em que se sustenta o mundo do Antigo Egito como um Estado. Dentro da percepção de equilíbrio de forças opostas ou de seus duplos, o Estado egípcio encontra sua fundação nos domínios de Maat, fazendo fronteira ao caos de Set, o opositor de Hórus, esse último, deus relacionado à civilização e ao domínio do conhecimento dos meios, pois, filho de Osíris e de Ísis, tinha cabeça de falcão e seus olhos representavam o Sol e a Lua, tornando-o capaz de reinar durante o dia e durante a noite sobre todos os aspectos sombrios de Set. Matou Seth, nesse sentido, por vingança pela morte do pai, Osíris, e em disputa pelo comando do Egito.

Se seguirmos esse raciocínio entre ordem e caos, veremos mais coincidências do que uma reserva energética controlada na disposição de grãos para alimentação humana e animal, veremos um poder de síntese e uma capacidade de organização de ideias que tornaram possíveis projeções de colheitas numa materialização de cálculos abstratos, com resultados obtidos por funções capazes de controlar o abastecimento e o consumo de alimentos, e os registros dessas funções já são evidências de que as mesmas foram descobertas antes da inscrição delas em uma superfície. Há, nesse sentido, um raciocínio anterior ao registrado no tempo histórico, do qual já se fazia uso para sanar problemas do mundo egípcio. E esse é o ponto que West, em “A Serpente Cósmica” ressaltando a compreensão da dimensão da utilidade simbólica para a Antiguidade do Egito.

Leia mais a respeito de Maat e entenda melhor sua importância!

Da Série Intérpretes Presentes, clique em Ritos sagrados diários

Do Artigo em Destaque – Coração e a pena clique em O coração cósmico

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** Observar que os trabalhos dos primeiros egiptólogos depois de Champollion, cuja obra Descreption de l’Egypte (1809-1830, em vários volumes) foi fundadora à disciplina, são, se não na totalidade, descritivos e baseados na materialidade dos objetos representados. Ver, por exemplo, Sir John Gardner Wilkinson, considerado fundador da Egiptologia Britânica, que, em seus trabalhos, descreve e copia as inscrições e as pinturas, documentando cronologicamente as dinastias e os faraós, dedicando os resultados alcançados ao Museu Britânico com uma riqueza de detalhes quanto à arte na Antiguidade.

*** “A palavra Faraó vem da versão grega da Bíblia, onde aparece sob a forma pharâo. Esta palavra grega deriva por sua vez da expressão egípcia per-aá, “a grande casa”, que se referia ao palácio real, sede do poder. Os antigos Egípcios não usaram per-aá para se referirem ao soberano durante a maior parte da sua história, usando em vez disso termos como nesu (“rei”) ou neb (“senhor”). Contudo, a tradição consagrou o uso da palavra faraó para se referir aos reis do Antigo Egito.” de https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_fara%C3%B3s

A matemática e a materialização

Para se entender melhor a ideia que perpassa o uso dos números como elementos simbólicos de uma linguagem ainda mais sofisticada em razão de funções que são atribuídas a esses elementos simbólicos, John Anthony West se ocupou em ilustrar a percepção ou o entendimento clássico da egiptologia sobre a utilidade da Arte, algo abstrato entendido pelos efeitos puramente estéticos que se somam a experiência do sujeito, não sendo, por isso, útil para a sustentação da vida biológica em sociedade, sendo supérflua. Contrapondo a essa mentalidade positivista, utilitarista e mecânica da Arte, West identifica o que poderia ser interpretado como fenômeno de uma concepção da matéria que se dá pela forma transitória de energia “condensada” numa determinada dimensão e conforme a experiência da percepção do sujeito que seja, de alguma forma, capaz de interpretá-las a ponto de se transportar até elas em um novo espaço de significado, o que por si seria um entendimento extremamente útil da Arte, principalmente a qualquer iniciação mística ou gnóstica conhecida cerca de 3000 anos depois, a partir dos conhecimentos Pitagóricos.

Mas pense que bem antes disso escribas egípcios já dominavam cálculos matemáticos sofisticados e não apenas cálculos, dominavam também uma linguagem que se encontrava possível em algum pensamento síntese elaborado nos hieroglifos, e que comunicava algumas das dimensões distintas da capacidade humana de compreensão em que o “mundo de nosso experiência é uma teia de funções em operação simultânea” (WEST, 2009; p. 96).

Pode parecer algo abstrato demais para algumas pessoas e, no entanto, irá surpreender muita gente quando tratarmos da origem da matemática como trabalhada por Manoel de Campos Almeida, em sua obra “Origens da matemática : a pré-história da matemática : o neolítico e o alvorecer da história”, da qual reproduzo:

O problema da natureza dos objetos matemáticos, se existem de modo independente do cérebro do homem, que então os descobre, ou se são apenas o produto da atividade cerebral que os constrói, é objeto ao longo da história de várias escolas e filosofias acerca da mente. As filosofia acerca da mente podem ser divididas em duas categorias abrangentes: as teorias dualistas e as teorias materialistas. Dualismo é uma filosofia acerca da mente que considera a mente como uma substância não-física. Divide tudo o que há no mundo em duas categorias diferentes: a mental e a física. O principal problema com o dualismo é que não consegue explicar a interação causal entre o mental e o físico. A interação física é fácil de aceitar, mas uma interação não-física é algo obscuro e pouco palatável. Não é evidente como uma mente não-física poderia originar quaisquer efeitos físicos (ou comportamentais) sem violar as leis de conservação de massa, energia ou momento, isto é, as leis físicas. (ALMEIDA, 2011; p. 20)

E então compare com a observação de West a respeito da obra de Lubicz, na afirmação de que a tese desse último é matemática, destacando-se:

Tanto o uso deliberado das proporções harmônicas na arte e na arquitetura quanto a base numérica subjacente ao mito egípcio compeliram-no a uma reconsideração detalhada do pitagorismo e à construção de um sistema de pensamento consistente com as obras-primas do Egito – com a existência de um império que durou quatro mil anos. (WEST, 2009; p. 61)

Números não seriam apenas números, mas uma chave para função, processo e princípio como o seriam os hieroglifos, a exemplo de Rá, deus-Sol, representado por um círculo com um ponto ao centro, imagem geométrica muito utilizada durante toda pré-história para a percepção do dia, da luz solar e da vida iluminada por um astro maior. E como o Um cosmogônico, o mistério de sua criação é insondável, mas que num segundo momento da Cisão Primordial, tudo é um princípio compreensível para os antigos egípcios, designando-se o papel do número “2”, o da completude da criação gerada do desconhecido pelo discernimento da separação em relação ao todo como ente separado. Números, dessa forma, “são nomes aplicados às funções e princípios sobre os quais o universo é criado e mantido”, de tal modo que por meio de seu estudo, podem ser compreendidos presentes na base de toda nossa experiência, localizando-a na mente, acima, dualista. Para os egípcios da Antiguidade, o mito em sua natureza cosmogônica é dual, polarizado e de partes irreconciliáveis, mas se encontra em um constante equilíbrio necessário à existência da Unidade Incondicional com a qual se soma como uma parte de todas as outras. Esse entendimento poderia facilmente ter existido e se sobressaído por meio de cálculos de área e de contagem de objetos existentes ou de serem possíveis de existir como nas progressões aritméticas e nas geométricas, necessárias às proporções reconhecidas nas estátuas egípcias que se erguem nos templos egípcios desde então, a se observar que:

A Matemática é parcela estruturante dos processos mentais que qualificamos como puramente humanos, os quais nos distinguem dos demais primatas; além disso, é produto da atividade humana, portanto social e histórica. (ALMEIDA, 2011; p. 19)

Finalmente, a teoria dos números observados como fenômenos que ocorrem desde primórdios do ser humano pode exemplificar uma orientação regular e necessária para a civilização através de padrões ou mesmo por meio de sinais com os quais se tornava possível consultar o cosmos para a criação dos meios à harmonia e à proporção, ambas dadas por exatas escalas onde se estabelecem os fundamentos afirmativos da convivência humana em um território quantificado, pois o equilíbrio da balança de Maat é de um precisão existencial para o mundo egípcio, pois é onde se sustenta e se estabiliza toda sua realidade como a “Grande Casa” subjetiva em que se vive.

Veremos, na próxima postagem, a matemática com outros olhos pelas “Revoluções perceptuais” com que se traduz o contexto dos estudos matemáticos, passando pelo estudo da deusa suméria Nisaba, que não tão distante de Maat, é “divindade protetora das Matemáticas, das suas práticas, bem como de seus ensinamentos” em lidar com métodos, então, comparativos de proporções e de cálculos, sendo deusa da escrita, da sabedoria, e dos números (ALMEIDA, 2018), dando-se sequência ao estudo do desenvolvimento dos números como um fenômeno simbólico e aos estudos de “A Serpente Cósmica – A Sabedoria Iniciática do Antigo Egito” de John Anthony West.

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Para ir além:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Papiro_de_Rhind

https://pt.wikipedia.org/wiki/Hator

https://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B3rus#:~:text=H%C3%B3rus%20(ou%20Heru%2Dsa%2D,o%20Sol%20e%20a%20Lua.

A Matemática é a ciência que estuda os números e as formas

Em https://www.researchgate.net/publication/330366857_A_Genese_do_Numero_-_Os_Neandertais_sabiam_contar_The_Genesis_Of_The_Number-The_Neanderthals_knew_how_to_count_2019

https://www.researchgate.net/publication/332530377_A_Epopeia_do_Numero_-_Os_neandertais_sabiam_contar_The_Epic_of_the_Number_-_The_Neanderthals_knew_how_to_count

https://www.researchgate.net/publication/330366857_A_Genese_do_Numero_-_Os_Neandertais_sabiam_contar_The_Genesis_Of_The_Number-The_Neanderthals_knew_how_to_count_2019

https://www.researchgate.net/publication/325094636_A_Logica_do_Sobrenatural_-_As_Etnologicas_das_Sociedades_Primitivas_Magia_Religioes_Deuses_e_Mitos_The_Logic_of_the_Supernatural_-_The_Ethnological_of_Primitive_Societies_Magic_Religions_Gods_and_Myth

https://www.researchgate.net/publication/269995437_CONTRIBUICAO_DA_HISTORIA_PARA_A_FORMACAO_DE_PROFESSORES_ORIGENS_DA_MATEMATICA

Sobre o autor

Sou pesquisador independente com formação bacharel em Letras, atuando como escritor, editor e produtor de conteúdos web, especializado em Planejamento e Gestão Estratégica, com Docência ao Ensino Superior e Educação à distância (EAD). Sou autor de "Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias" (artigos); "Cartilha de Jack & Janis - Uma sátira da vida conjugal moderna" (novela) entre outras publicações.

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