Scarabaeus sacer – escaravelho-sagrado, é um um besouro de ocorrência natural ao longo da costa do Mar Mediterrâneo, utilizada sua forma na antiguidade egípcia como amuletos que continham inscrições gravadas na carapaça a fim de proteger o portador do objeto através do nome do faraó inscrito no amuleto, e que de forma simbólica associava o carácter sagrado do cargo do faraó ao simbolismo sacro destes insetos.

Peça com inscrições datada de 550 a.C.

Na mitologia egípcia, o escaravelho sagrado se relacionava ao deus Khepri (chamado também de Kefri), deus responsável pelo movimento do sol, de modo a arrastá-lo sobre a abóboda celeste e ao horizonte quando, no crepúsculo, deus Rá (o sol) morria, seguindo a outro mundo para, depois, nascer na manhã seguinte.

Da mesma forma, os besouros escaravelhos-do-esterco, da família Scarabaeidae, fazem, de excrementos de animais maiores que encontram, bolas das quais se alimentam e nas quais depositam os seus ovos que virão a se transformar em larvas que, também das bolas de excrementos, se alimentam e se desenvolvem, tornando-se uma representação do símbolo terreno do ciclo solar, um símbolo iconográfico e ideológico dos que viviam incorporados à sociedade do Antigo Egito.

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 https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Arqueologia/noticia/2018/11/dezenas-de-gatos-mumificados-sao-encontrados-em-tumbas-de-6-mil-anos.html

Imagens pixabay.com e fonte wikipedia.org

 

Sobre o autor

Sou pesquisador independente com formação bacharel em Letras, atuando como escritor, editor e produtor de conteúdos web, especializado em Planejamento e Gestão Estratégica, com Docência ao Ensino Superior e Educação à distância (EAD). Sou autor de "Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias" (artigos); "Cartilha de Jack & Janis - Uma sátira da vida conjugal moderna" (novela) entre outras publicações.

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