Espaços Culturais

Área em estudo: a letrada vida politica humana, interpretação e cultura.

Do poder de interpretar os momentos históricos pelos quais passamos, sendo fatos em que somos ainda mais Intérpretes presentes em nossos tempos e espaços, podemos compreender melhor os Estados Modernos em suas concepções relacionadas às cidadanias outorgadas, seja pelo nascimento por ventre e consanguinidade, seja por uma territorialidade que constitui a expressão da presença do Estado como ente público. Já ambas concepções de cidadanias relacionadas às nacionalidades, remontam à máxima de Platão, filósofo grego do período Clássico, de quem temos que a vida humana é politizada desde acepção do que define tal vida quando em sociedade, esclarecendo-se que “(…) o homem é, naturalmente, um animal político”. Em “A República”, traduzido do original “Politeia”, a vida política humana ganha a pedra basilar que leva o homem a transcender seu entendimento de “primata insignificante” para se reconhecer como um hábil ser social que, por meio de tecnologias específicas, se relaciona com seus pares em um estado de consciência que lhes permitem adotar as capacidades comuns de experimentar (sensibilizar-se a) aspectos do ambiente em que se tratam por naturais (physis), mas, principalmente, experimentar aspectos não ambientais, ou seja, seus estados internos de consciência individual que, independentes de quaisquer forças, coloca o homem a nu em si mesmo, relacionando-o aos demais como se estivesse presente em um espaço constituído de uma outra realidade.

 Melhor estudando o termo “política” com o qual lidamos com as realidades da sociedade como um todo, vemos que é derivado do grego antigo πολιτεία (politeia), com a ideia de significar entre os mesmos gregos, determinados procedimentos que constituíam a organização das cidade-Estados, Pólis, que, por extensão, seria tanto cidade-Estado organizada quanto uma sociedade, comunidade, coletividade ou outras definições referentes à vida organizada em meio urbano, com suas formas de adaptações comportamentais que “compreendiam” determinados ajustes de seus habitantes à civilidade da sociedade representada.
 
Séculos depois de Platão, a palavra “política” chega às línguas europeias modernas através do francês “politique” que, em 1265 já era definida nesse idioma como “ciência dos Estados”, e é da França de meados do século XVIII que nasce o formato para os Estados Nacionais do período da Modernidade com uma concepção de cidadania, cavada à igualdade da existência da vida, norteada pela fraternidade oriunda dessa igualdade existencial, e fundamentada na liberdade que tal consciência de cidadania, cuja “República” é a definição da forma de organização do Estado, o qual passa a ser, portanto, intitulado por “nacionais” como nação em que são reconhecidos em relação ao local de nascimento da pessoa, determinado pela área geográfica que, então, passa a ser demarcada como nacional ou, ainda, por “nacionais” reconhecidos pela origem consanguínea em relação aos seus antepassados. 
 
Chegar, assim, ao conceito de “política” aplicado pelo ser humano moderno, como “a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados”, deliberando-se sobre assuntos internos da nação, com políticas internas, ou sobre assuntos externos, como políticas externas, não é resultado do acaso, mas como ciência, é fruto da atividade do direito de cidadania da pessoa nos regimes democráticos que se ocupam dos assuntos públicos pelo voto.
 

Vivências locais

De maneira simples podemos dizer que, na construção de cosmogonias de deuses e de divindades, o aspecto fundamental representado pelas cosmogonias se refere ao comportamento humano. E isso se repete mesmo em modelos literários como os de fábulas que, por exemplo, reproduzem uma moral social implícita nos desfechos dos enredos de suas narrativas tão próxima as das mitológicas, com algumas das variantes de uma representação quanto às causas e às consequências de ações num mundo mergulhado em símbolos, muitos com os quais nos comunicamos como seres humanos que ilustram, pelas palavras, posturas e, também, mentalidades, verificando-se que, como seres humanos, fazemos uso de personagens para lidar com uma realidade subjetiva enquanto o verdadeiro intérprete vivencia as alternativas das decisões que percebe possíveis por meio de um pano teatral em que são interpretados os diversos papéis de um drama escrito em sociedade, como nos épicos gregos clássicos que incentivaram, em sua própria época, a organização de suas cidade-Estados. 

Assim, a organização da disposição e da ordem dos elementos essenciais que compõem um corpo, seja esse um objeto concreto, um artefato, ou mesmo algo abstrato, demonstra uma lógica e/ou um estado naturalizado que é capaz de se compreender como uma atividade mental construída por incentivos, por impedimentos ou por imposições simbólicas quanto ao que se pode interpretar de seus significados. Pois, por exemplo, os significados de conceitos de algo “lógico”, “natural” ou de um entendimento de “senso comum” são, na verdade, posicionamentos relacionados a determinados comportamentos humanos reconhecidos como culturais à expressão de um povo ou de uma nação, ou ainda, são formas de atender a determinadas demandas das sociedades nas quais a escrita é a última representação da vontade como registro da mentalidade de quem a escreveu. 

Mas, da mesma maneira que a escrita não é o objeto representado pela palavra, também um mapa político não é o território, e sim outra versão da realidade tal qual vivenciada por meio das fronteiras nacionais e pelas imagens relativas ao assunto que ilustra os dados interpretados do que são pontos e linhas sobre um papel. 

Textos de apoio:

As fascinantes descobertas sobre a teoria da evolução feitas por matemáticos em https://www.bbc.com/portuguese/geral-51473813

Uma grafia para além vida

O coração e a pena – Artigo em Destaque

Pesquisadores fizeram a consciência em macacos “pegar no tranco” ao estimular região do cérebro

*Platão – https://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o

*Política – https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica

E aspectos da tese:

https://www.academia.edu/35061338/Disserta%C3%A7%C3%A3o_de_doutoramento_em_Hist%C3%B3ria_A_SIMB%C3%93LICA_DO_CORA%C3%87%C3%83O_NO_ANTIGO_EGIPTO_Estudo_de_antropologia_religiosa_sobre_a_representa%C3%A7%C3%A3o_da_consci%C3%AAncia

 

Sobre o autor

Sou pesquisador independente com formação bacharel em Letras, atuando como escritor, editor e produtor de conteúdos web, especializado em Planejamento e Gestão Estratégica, com Docência ao Ensino Superior e Educação à distância (EAD). Sou autor de "Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias" (artigos); "Cartilha de Jack & Janis - Uma sátira da vida conjugal moderna" (novela) entre outras publicações.

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