Ritos e Tradições

Ciência, Arte Mística e Arte Estética

De que maneira uma apaixonada busca que é feita por respostas, muitas vezes, essenciais, compreende ser a história de um conhecimento que ganha forma pela atividade de ser sujeito dessa arte ao mesmo tempo mística e estética, porque é elaboração própria de um ser ciente de um espaço, mesmo que hipotético, que se “volatiliza” tal qual forma imaterial à matéria.

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Para mim, o sentido de ciência e de espiritualidade nunca estiveram dissociados à realidade humana desde sua mais remota origem. Mas especialmente recordo que muito do que se estuda da civilização do Egito Antigo, tem essa recorrência de dimensão plural sendo acessada tal qual metáfora dos acontecimentos planetários observáveis acima e de dentro de nós. É daí que começo esta postagem pela observação empírica e completamente possível que a reflexão à maneira científica estivesse sempre, e desde sempre, acessível ao ser humano em seu auto-estudo do que representa o meio em que ele habita, tal qual espaço subjetivo que vai se materializando pelo universo de seu conhecimento na fórmula hipótese-comprovação construída sobre o meio de suas atividades físicas e metafísicas, a incluir a reflexão e o sentido de propósito à sobrevivência de tais meios de realização, ou seja, aos modos de vida que são bens culturais.

Pelo exercício do uso de uma imaginação fértil, recuo para muito ao longe do ponto atual na linha do passado, numa experiência de realidade possível para a vida como espécie biológica humana em uma evolução permanente, por mais que aceitemos ou não esse princípio motor biomecânico que nos atesta realidade de ser ciente. Penso, inclusive, que se deveria exercitar o intelecto sobre uma abordagem da vida humana que recue 200 mil anos antes de Cristo e outros 200 mil anos depois de Cristo. Ao menos, teríamos um exercício intelectual de ideias de algumas possibilidades, tão melhor amparado pela ideia de uma percepção espiritualizada do que se pode chamar de ciência, uma vez sendo essa única e não dissociada da vida espiritual humana que compreende o todo dos demais milhares de anos que não se encontram entre anno Domini e os parcos 2000 anos em que nos encontramos.

Ao que retiro um exemplar da estante como quem domina a leitura da edição pelo tato, observo cada aspecto materializado do livro que se encontra sob camadas de interpretação do que são signos, ou se preferir, sinais como reproduções de natureza estética intuitiva se pensarmos que, o que se representa por meio de cada cor e cada traço, é a vontade de ver algo por ser representado e, assim, interpretado num modo além, que se expressa em algo “impresso”, penso.

Como os alquimistas, obcecados com o problema da matéria nos termos  classicamente gnósticos, procuraram métodos para transformar uma espécie de  matéria em outra (mais elevada e espiritualizada), Artaud procurou criar uma  arena alquímica que operasse na carne tanto quanto no espírito. [1 – SONTAG, Susan. Sob o signo de Saturno, pg. 48.]

E eu faço da literatura uma luz pessoal para um conceito de uma experiência vivida pelas letras, expressando-me como uma arte de me interpretar pelas letras, pelo que é sempre um desenvolvimento de uma linguagem que se condiciona a um formato próprio ainda que feito a partir de uma experiência plural quanto ao que são os sentidos que nos legam alguns dos recursos de que nos valemos para relacionar objeto às capacidades pessoais de o determinar como objeto e meio possível a um fim de um uso específico.

Nesse sentido, o mundo é uma constante relação entre elementos em transformação, nomeados tais quais a se compreender que “A=A; A=B; B=A; B=B”, o que representa uma nova forma de “A” em “B” e vice-versa. São, assim, representações da “transmutação” como fenômeno do que são formas primárias essenciais a conhecimentos, e que são dados sutis intelectivos que “migram” por uma cadeia sucessiva de transformações imateriais/materiais que, também, informam o que está impresso.

Pois o mundo é uma constante relação entre pontos distintos, no que se compreender um princípio de alternância e de variação à vida que se diferencia numa interação extremamente didática ao sujeito de conhecimento. 

O que torna qualquer forma de conhecimento uma fonte concisa de representações de transmutações de formas primárias essenciais a forma mais complexa de existência intercambiável pelos signos interpretados sob e de uma vontade humana que a altera pela interpretação atualizada.

Porque uma coisa que se transforma no espaço-tempo é como um plasma sujeito a linhas de comportamentos que se originam nos pensamentos e linguagens relacionadas à plasticidade cognitiva humana, em questão, e que é relacionada ao meio através do que é vontade, cuja razão motora é uma capacidade de escolha voluntária, sobretudo, pelo arbítrio que é um exercício de uma ação verbal, algo observável no campo da teoria, por exemplo.

Talvez ainda melhor se compreenda que a continuidade de um corpo, de um meio de interagir, de uma cosmogonia do universo conhecido, seja um processo como um meio que muda, se transforma. Da mesma maneira que a vestimenta cobre um corpo, uma mente, uma consciência e um espírito de uma vontade em particular animam uma materialidade orgânica, tal qual palavras animam a um texto, criando um território de impressões subjetivas que são como forças plasmadoras de formas-pensamentos geradas no decorrer dos séculos.

A se comunicar por meio de um conhecimento, as impressões sensoriais nos dão formas assim como nossas atividades nos formam de dentro para fora numa força anímica irresistível.

A materialidade dessas representações, então, pode ser interpretada como um meio de contextualizar e estetizar o corpo a fim de produzir uma categoria de conhecimento simbólico e estrutural daquele tempo que se acessa.

Para ir além:

SONTAG, Susan. Sob o signo de Saturno. 2 ed. Porto Alegre, RS: L&PM editores, 1986; 152 ps.

 

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Sobre o autor

Sou pesquisador independente com formação bacharel em Letras, atuando como escritor, editor e produtor de conteúdos web, especializado em Planejamento e Gestão Estratégica, com Docência ao Ensino Superior e Educação à distância (EAD). Sou autor de "Estados de civilidade: uma história sobre tecnologias" (artigos); "Cartilha de Jack & Janis - Uma sátira da vida conjugal moderna" (novela) entre outras publicações.

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